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Economia Circular vs Economia Linear

Economia Circular Economia Linear
Sabe o que é a economia circular e quais as suas vantagens em contraponto com a economia linear em que vivemos?

É cada vez mais comum ouvirmos falar em economia circular quando o assunto é a luta contra as alterações climáticas e a procura de uma maior sustentabilidade, mas saberemos o que é a economia circular e quais as suas vantagens em contraponto com a economia linear em que vivemos?

É isso que vamos descobrir já de seguida.

Economia Circular vs Economia Linear

  • O que é a Economia Circular?

A Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia.

Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como inexorável.

Como referimos, este modelo económico difere do modelo tradicional de economia linear que se baseia no princípio “produz- utiliza-deita fora” que é potenciado pela obsolescência programada, no qual os produtos são concebidos para um período de vida útil limitado de modo a incitar o consumidores a comprar um outro produto semelhante regularmente. Este último modelo exige assim vastas quantidades de materiais a baixo preço e de fácil acesso e muita energia, o que acaba por significar mais desperdício, exaustão dos recursos e, consequentemente, menor sustentabilidade.

Parte importante da agenda da COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), a Economia Circular caracteriza-se como um processo dinâmico que exige, simultaneamente, compatibilidade técnica e económica (capacidades e atividades produtivas) e enquadramento social e institucional (incentivos e valores) visando o desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócio economicamente viáveis e ecologicamente eficientes que minimizem a extração de recursos, maximizem a reutilização e aumentem a eficiência.

  • Problemas da economia linear

Como referimos, um dos grandes problemas deste modelo de consumo é a necessidade de grandes quantidades de matérias-primas, muitas delas escassas e finitas, que não só implicam a destruição dos ecossistemas de onde são extraídas, como também o aumento do consumo de energia e das emissões de CO2 ao longo de todo o processo.

Se a este impacto direto no ambiente se somar o aumento da população mundial que implicará, necessariamente, uma maior produção, temos um caldo de cultura que contribuirá para o agravamento e aceleração das alterações climáticas com as sérias consequências que daí podem advir para o planeta.

  • Benefícios da Economia Circular

Ao focar-se na manutenção do valor dos produtos e materiais durante o maior período de tempo possível no ciclo económico, o modelo de economia circular oferece uma série de benefícios, quer a curto prazo, quer a longo prazo.

Estima-se que ações “circulares” como as medidas de prevenção dos resíduos, conceção ecológica ou a reutilização podem gerar poupanças de cerca de 600 mil milhões de euros às empresas da UE (cerca de 8% do total do seu volume de negócios anual), criar 170 mil empregos diretos no sector da gestão de resíduos e, simultaneamente, viabilizar uma redução de 2 a 4% das emissões totais anuais de gases de efeito de estufa.

Por exemplo, medidas que levem a uma recolha de cerca de 95% dos telemóveis na EU equivaleriam a uma poupança de mais de mil milhões de euros em custos de materiais de fabrico.

Para além do que já sublinhamos, a adopção de uma economia de índole circular pode trazer ainda outros benefícios:

  • Redução da pressão sob o ambiente;
  • Fornecimento de produtos mais duradouros e inovadores aos consumidores permitindo-lhes melhorar a sua qualidade de vida e poupar dinheiro;
  • Maior segurança no aprovisionamento de matérias-primas;
  • Aumento da competitividade;
  • Promoção da inovação;
  • Estímulo ao crescimento económico (um aumento adicional em 0,5% do PIB da UE);
  • Criação de empregos (cerca de 700 000 postos de trabalho na UE até 2030).

 

 

 

 

 

 

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