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Investir com pouco dinheiro: Saiba como!

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Não é necessário ser rico para que possa começar a investir. Existem no mercado financeiro português diversos produtos que lhe permitem investir com pouco dinheiro a risco controlado e colher, a médio longo prazo, frutos que podem ser bem saborosos para o seu bolso.

Venha conhecer alguns destes produtos.

  • Depósitos a prazo

O primeiro dos produtos que temos para lhe apresentar são os depósitos a prazo. Apesar de apresentarem uma rendibilidade relativamente baixa, em contraponto, estes são produtos financeiros de baixo risco que não necessitam de um grande investimento inicial.

Para além disto, os depósitos a prazo permitem movimentar os fundos a qualquer momento sem penalização e os seus juros podem ser pagos periodicamente ou apenas na data de vencimento do depósito.

  • Certificados de Aforro

Na prática, os Certificados de Aforro são títulos de dívida pública emitidos pelo Estado Português, exclusivos para pessoas singulares. À semelhança de outros produtos presentes no mercado de investimentos português, a subscrição de certificados de aforro obedece, normalmente, a valores reduzidos, uma vez que o objetivo a compra a retalho, ou seja, em grandes quantidades.

O montante mínimo de subscrição é de um euro por certificado, sendo que a quantidade mínima por subscrição é de 100 unidades e a máxima corresponde a 250 mil unidades. A partir da data de cada subscrição, o prazo destes produtos é de 10 anos.

Para novas subscrições da Série E de Certificados de Aforro, em outubro de 2021, foi fixada uma taxa de juro bruta de 0,455%.

  • Certificados do Tesouro

Apesar de, à semelhança do que acontece com os Certificados de Aforro, os Certificados do Tesouro serem produtos da dívida pública, existem algumas diferenças entre eles. Um das principais diferenças prende-se com o montante mínimo de investimento que neste caso é de mil euros.

Para além do montante, outra das diferenças encontra-se nas taxas de juro. A taxa de juro dos Certificados do Tesouro é fixa, mas cresce todos os anos, a partir do segundo ano, da seguinte forma:

1.º ano – 0,75%

2.º ano – 0,75%

3.º ano – 1,05%

4.º ano – 1,35%

5.º ano – 1,65%

6.º ano – 1,95%

7.º ano – 2,25%

Assim, a partir do segundo ano, passa a observar-se um prémio de remuneração que é somado à taxa de juro fixa. Este prémio é definido através do crescimento médio real do PIB (Produto Interno Bruto) português dos últimos 4 trimestres conhecidos até ao mês anterior à data de pagamento de juros.

  • PPR (Planos Poupança Reforma)

Ainda que seja um investimento a longo prazo, os PPR estão, normalmente, associados a um risco baixo e podem representar um complemento às pensões de reforma.

Este tipo de plano é disponibilizado por sociedades gestoras de fundos de pensões ou pelas companhias de seguros, e traduz-se, na prática, na entrega, por parte do cliente, de um determinado montante que escolheu poupar, seja através de um depósito inicial ou de uma série de reforços periódicos e automáticos.

Ao longo dos anos, este dinheiro vai ser poupado e rentabilizado até o cliente chegar à idade da reforma.

  • Ações

Apesar de apresentar um risco substancialmente maior do que os produtos que lhe apresentamos até agora, investir em ações pode ser uma boa forma de rentabilizar um investimento inicial baixo de forma rápida e produtiva (pode conseguir obter rentabilidades superiores a 10%).

Para entrar neste mundo da bolsa, convém estar apoiado por um corretor que vai funcionar como intermediário entre si e o mercado de valores, facilitando as suas transações.

Em qualquer dos casos, evite apostar as fichas todas na mesma empresa, para não perder tudo no caso de as ações descerem.

 

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