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Fim das moratórias? Dicas para renegociar com o seu banco

fim das moratórias
O fim das moratórias está próximo, mas isso não significa que vai ficar completamente desprotegido. Saiba como renegociar com o seu banco.

O fim das moratórias que serviram de bóia de salvação a muitos agregados familiares está próximo, mas isso não significa que vai ficar completamente desprotegido.

Consolidar créditos, baixar a taxa de juro, adiar o reembolso ou recorrer ao PARI ou ao PERSI são algumas das ferramentas que estão ao seu dispor na altura de renegociar com o banco o pagamento das prestações “congeladas” pelas moratórias, mas há mais.

Antes de lhe darmos a conhecer todos os instrumentos a que pode recorrer, lembre-se que se não lhe for prestado o devido apoio após ter notificado o seu banco para a possibilidade de incumprimento, pode apresentar queixa no livro de reclamações da instituição ou diretamente ao Banco de Portugal.

Dicas para renegociar com o seu banco o fim das moratórias

  • Consolidar Créditos

Se tem mais do que um crédito, optar por um crédito consolidado pode ser uma boa forma de contornar o fim das moratórias.

Tal como o nome indica, a consolidação de créditos é uma solução que lhe permite juntar todos os seus créditos num só e ficar com uma taxa fixa, um prazo fixo e apenas uma prestação mensal, mais baixa, para pagar.

Ao juntar créditos estará, igualmente, a contribuir para levar a sua taxa de esforço (Encargos financeiros / Rendimento Líquido Total do Agregado x 100) para níveis saudáveis e, inclusive, poupar dinheiro de permeio.

  • Baixar taxa de juro

Apesar do fim das moratórias colocar os consumidores numa posição fragilizada, caso possua um spread acima de 2% é uma boa altura renegociar a taxa de juro, uma vez que os valores praticados atualmente se encontram abaixo desta fasquia. 

Caso a TAEG (taxa anual de encargos efetiva global que reflete todos os custos do empréstimo, incluindo juros e comissões) não lhe for benéfica, confronte o seu banco.

Atenção, se, para baixar o spread, o banco lhe exigir a contratação de mais um produto financeiro faça bem as contas, uma vez que o mais provável é encarecer a TAEG e o crédito ficar mais caro no longo prazo.

  • Alargar prazo do empréstimo

A juntar à renegociação das taxas de juro, tem também a possibilidade de pedir um alargamento do prazo do empréstimo.

Caso a resposta do seu banco seja afirmativa, terá mais tempo para amortizar o crédito o que significará uma prestação mensal mais reduzida, mas um aumento da fatura final dos juros a pagar.

  • Carência de capital

Esta modalidade permite que pague apenas os juros do empréstimo (crédito pessoal ou crédito habitação) por um período variável de entre 6 a 24 meses deixando o pagamento de capital momentaneamente de lado.

Devido aos atuais valores negativos da Euribor, em muitos casos a taxa de juro no crédito à habitação é próxima de 0% ou mesmo negativa, o que significa que a prestação durante o tempo de carência pode ser bastante reduzida ou mesmo nula. 

Pode, igualmente, negociar uma carência parcial, continuando, neste caso, a pagar uma parte do capital.

Antes de partir para um pedido de carência de capital, procure junto do seu banco saber se esta solução se aplica à sua situação e quais as condições.

  • Adiar o reembolso de capital

De modo a diminuir o valor das prestações que terá que saldar no fim das moratórias pode, igualmente, pedir ao seu banco para remeter o reembolso de uma parte do capital para a última prestação do empréstimo.

Apesar de reduzir o montante das prestações no imediato, prepare-se para última prestação muito elevada e um montante total de juros a pagar maior.

  • Transferir o crédito

Contactou o seu banco, notificou-o do possível incumprimento, tentou renegociar, mas mesmo assim nada acontece. Nestes casos, se o seu banco não fizer o mínimo esforço para continuar a relação comercial consigo, pondere transferir o crédito para outra instituição.

  • Recorrer ao PARI e ao PERSI

Caso já esteja a entrever que não terá os fundos suficientes para pagar os valores que ficaram para trás e nenhuma das soluções anteriores conseguiu resolver o seu problema, continua a ter o PARI (plano de ação para o risco de incumprimento) e o PERSI (procedimento extrajudicial de regularização de situações de incumprimento) a que pode recorrer para forçar a instituição de crédito a encontrar uma solução para o problema.

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