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Investir com pouco dinheiro: como começar?

investir com pouco dinheiro

Como todos sabemos, neste momento, a liquidez não abunda nas famílias portuguesas, mas saba que, ainda assim, é possível investir com pouco dinheiro?

Enquanto os salários não sofrem aumentos que permitam aos portugueses, para além de sobreviverem à inflação especulatória, pensar em mais altos voos, as estratégias de poupança estão em cima da mesa, entre elas, o investimento.

Sim, o investimento. Pode parecer estranho falarmos de investimento num momento de crise económica como aquele que a maioria de nós vive, mas, como veremos, não é necessário um grande fundo de maneio para que possa tirar dividendos que lhe permitam dar alguma folga orçamental todos os meses.

Como começar a investir com pouco dinheiro?

Existem diversas formas de começar a investir com pouco dinheiro. Uma das mais comuns é procurar depósitos a prazo.

• Depósitos a prazo

Apesar de a inflação fazer com que o valor do dinheiro baixe ao longo do tempo, investir em depósitos a prazo vai garantir-lhe não só segurança, como também permitir-lhe acumular juros ainda que a rendibilidade seja baixa.

Para além disto, entre as características usuais dos depósitos a prazo contam-se ainda a possibilidade de poder realizar reforços mensais e a opção por depósitos em outras moedas que, em algumas situações específicas, poderão oferecer taxas de juro mais interessantes.

Para que isto seja uma realidade, basta colocar algum dinheiro de parte e colocando-o no depósito a prazo.

Apesar de não serem muito conhecidos, dentro da solução depósitos a prazo, é também possível apostar em depósitos complexos que, na prática, é uma solução financeira em que o retorno não vai depender, em exclusivo, de uma taxa de juro fixa, mas também de índices de bolsa e taxas de câmbio, permitindo ao subscritor obter uma maior rendibilidade.

• Certificados de Aforro

A maioria dos leitores já ouviu falar, ainda que de forma superficial, dos certificados de aforro. Estes títulos de dívida emitidos pelo Estado destinam-se a toda e qualquer pessoa maior de idade e podem ser subscritos por quantias reduzidas. 

O valor necessário para efetuar uma subscrição nominal é de 1 euro e a quantidade mínima de subscrição é de 100 unidades e a máxima de 250 mil. O prazo do certificado de aforro é de dez anos, tempo que conta a partir da data da subscrição.

Há pouco mais de dois meses, o Estado emitiu novas subscrições da Série E de Certificados de Aforro, cuja taxa de juro bruta está fixada nos 2,842%.

• Certificados do Tesouro

Apesar de serem títulos de divida pública como os Certificados de Aforro, os Certificados do Tesouro apresentam algumas diferenças. Uma delas diz respeito aos montantes mínimos e máximos para investimento que, neste caso, se situam entre os 1.000 a 1.000.000 euros por conta. Para além desta diferença, também as taxas de juro diferem, uma vez que, por exemplo, nos Certificados do Tesouro Poupança Crescimento, a taxa em si é fixa mas cresce todos os anos, a partir do segundo ano, devido à soma de um prémio de remuneração que é definido pelo crescimento médio real do PIB (Produto Interno Bruto) português dos últimos 4 trimestres conhecidos até ao mês anterior à data de pagamento de juros.

Disto, resulta que as taxas de juro resultantes para os Certificados de Tesouro atualmente são:

1.º ano – 0,75%

2.º ano – 0,75%

3.º ano – 1,05%

4.º ano – 1,35%

5.º ano – 1,65%

6.º ano – 1,95%

7.º ano – 2,25%

• PPR (Planos Poupança Reforma)

Um PPR não se afigura um investimento de monta e permitir-lhe-á poupar mensalmente para a idade de reforma e ainda obter algum retorno que variará de acordo com a taxa de juro anual a que está indexada.

Caso pretenda tentar obter uma maior rendibilidade, poderá optar pelos fundos PPR, mas atenção: estes produtos apresentam um maior risco do que o PPR normal.

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